Poesia dos sentidos.
Te ofereço o meu amor em gestos e em troca recebo o "teu" amor em formas.Quando és por ti, és por mim também.Talvez seja essa [a minha] definição do amor.Mas as vezes,só as vezes, necessito do teu abraço, do cheiro da tua pele que é para saber que alguém me entende e sente como eu sinto [pena não ser o que sinto] que é pra me sentir protegida,segura.E que segurança mais estranha a de apenas querer ser por alguém.De vê-lo querer ser.E por apenas um segundo, ser pequena é bom,quando eu caibo no teu abraço, no teu colo,no teu mundo .Como uma personagem secundária,que passa por vezes despercebida,por vezes por ridícula.E parece que ninguém mais entende,ninguém vê o que eu vejo.Aquele menino-moço e tudo que ele trás consigo.Tudo o que ele é, tudo o que ele pode ser.E assim segue essa estranha definição de amor,hora livre como um pássaro, voa pelos devaneios do meu coração ,hora preso,amargurado ,por não poder tocar-te de outra forma a não ser por estas palavras soltas que vão criando formas estranhas do cheio e vazio que é a tua ausência-presente .E assim segue essa doce amarga definição de amor,esperando escrever-se por si só e esvair-se nessas palavras infindáveis que podem ser traduzidas em uma coisa só : amor .
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Lina Maria
às
10:34
Gosto dos momentos de simplicidade que carregam consigo uma beleza extraordinária,por vezes despercebida aos olhos de quem não vê a poesia da chuva !
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Lina Maria
às
06:21
Para a amiga mais velha
É quase como o anjo mais velho
E quem foi que disse que amigos não são anjos ?
Principalmente quando estes nos acompanham
Há tanto tempo que às vezes foge a memória
Ao mesmo tempo em que esta arraigado nela
Tamanha importância,carinho e amor que se é feito
É um anjo amigo que tem gosto
Gosto de pipoca, brigadeiro e tubaína
Ou de qualquer lanche durante os nossos incansáveis não-estudos
É gosto de medo de filme de terror
E de risos incontidos das noites quase não dormidas
Que mais pareciam um sonho
E é um sonho que se realizou
Mesmo sem saber que um dia foi sonhado
Porque não poderia existir nesse mundo
Um único ser humano que não sonhasse e desejasse
Ter um amigo anjo
Pra te fazer rir diante as lágrimas
Ou pra te fazer chorar de tanto rir
Ou pra dividir contigo aquele medo
Aquela angústia
Aquele amor
Aquela alegria
E como é bom rir contigo
E chorar contigo
E por-me a ti ouvir
E também ser ouvida
E a dividir dúvidas
E a dividir sonhos
E realizar juntas
Porque é isso que nós faz amigas
Muito além dos muitos anos
Em que nos acompanhamos nessa vida
E quem sabe em outras
É o amor e a sintonia
E o querer bem
É o carinho e o respeito
É a própria vida
Que alegremente contemplou-nos
Com o melhor de todos os presentes
O de ter alguém a quem podemos chamar
De amigo, de anjo, de irmã
E quem foi que disse que amigos não são anjos ?
Principalmente quando estes nos acompanham
Há tanto tempo que às vezes foge a memória
Ao mesmo tempo em que esta arraigado nela
Tamanha importância,carinho e amor que se é feito
É um anjo amigo que tem gosto
Gosto de pipoca, brigadeiro e tubaína
Ou de qualquer lanche durante os nossos incansáveis não-estudos
É gosto de medo de filme de terror
E de risos incontidos das noites quase não dormidas
Que mais pareciam um sonho
E é um sonho que se realizou
Mesmo sem saber que um dia foi sonhado
Porque não poderia existir nesse mundo
Um único ser humano que não sonhasse e desejasse
Ter um amigo anjo
Pra te fazer rir diante as lágrimas
Ou pra te fazer chorar de tanto rir
Ou pra dividir contigo aquele medo
Aquela angústia
Aquele amor
Aquela alegria
E como é bom rir contigo
E chorar contigo
E por-me a ti ouvir
E também ser ouvida
E a dividir dúvidas
E a dividir sonhos
E realizar juntas
Porque é isso que nós faz amigas
Muito além dos muitos anos
Em que nos acompanhamos nessa vida
E quem sabe em outras
É o amor e a sintonia
E o querer bem
É o carinho e o respeito
É a própria vida
Que alegremente contemplou-nos
Com o melhor de todos os presentes
O de ter alguém a quem podemos chamar
De amigo, de anjo, de irmã
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Lina Maria
às
10:32
Para o moço do sorriso aberto
Gosto de dormir ao teu lado
E poder acariciar-te até te fazer adormecer
Sentir tua respiração bem baixinha ao meu ouvido
Teu cheiro de pele quente, que fica em mim
Teu abraço, que me envolve
Tuas mãos, que me tocam
Teu corpo junto ao meu
Gosto de ver-te dormir
É como um sonho agridoce
A espera de acontecer
E poder acariciar-te até te fazer adormecer
Sentir tua respiração bem baixinha ao meu ouvido
Teu cheiro de pele quente, que fica em mim
Teu abraço, que me envolve
Tuas mãos, que me tocam
Teu corpo junto ao meu
Gosto de ver-te dormir
É como um sonho agridoce
A espera de acontecer
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Lina Maria
às
11:05
De todo tipo
Tem gente de todo tipo,
Tem aqueles que se jogam
Aqueles que têm medo de tirar os pés do chão
Tem aqueles que amam perdidamente
E aqueles que amam perdidamente, em silêncio
Tem aqueles que sabem dizer a coisa certa, na hora certa
Tem aqueles que acabam metendo os pés pelas mãos
Tem aqueles que dizem - Eu te amo, assim na lata,
Tem gente que não consegue fazer o mesmo
E tem ainda aqueles que dizem – Eu gosto de você. “Ei seu babaca, EU TE AMO”
Tem gente que é a própria demonstração do amor,
Tem outros que só brigam quando na verdade apenas se amam
Mas também tem gente que mente
E gente que acredita e se machuca
E cria proteções pra não sofrer de novo
Tem gente capaz de amar várias pessoas, uma, duas, três...
De modo que todo esse amor seja verdadeiro
Tem gente que finge amar alguém no passado
Só pra não ser percebido
E tem gente que nunca deixa o passado
Enquanto que têm outros que preferem se arriscar numa nova história
Tem gente que encontra a pessoa certa na hora certa
Tem gente que na hora errada
E tem ainda aquelas que encontram a pessoa errada, na hora errada e tenta transformá-la na pessoa certa.
Tem gente que cria expectativas,
Tem gente que deixa rolar
Tem gente que sabe esperar o tempo do outro
E outros que não tem a menor paciência
E Tem aqueles que esperam, mesmo não demonstrando esperar.
Tem aqueles que compreendem
E aqueles que “não te entendem nunca”
Mesmo querendo entender...
Tem aqueles que sabem como tocar
E aqueles que não sabem dizer e num ato falho apenas escrevem.
E sabe que tipo sou eu?
Aquela que de fato tem medo de tirar os pés do chão,
Que ama em silêncio,
Que briga, mas que na verdade morre de amores
Que diz um – Ei eu te amo, mas só nas entrelinhas,
Sou aquela que já acreditou e sofreu
E desejou não amar de novo,
Mas encontrou a pessoa certa na hora errada,
Ou a pessoa errada na hora errada, mas que quer transformá-la na certa
Sou aquela que finge amar o passado pra não ser percebida
E no momento que decido revelar-me,
Apenas coloco os pés pelas mãos
Sou aquela que nunca compreendo,
Mas tento esforçadamente entender
Sou do tipo que espera [to esperando] o tempo dos outros,
Mas não sei demonstrar que to fazendo isso.
Sou aquela que não sei tocar as pessoas,
E por isso escrevo,
Numa tentativa [inútil?] de fazer-me perceber
Ou de fazer-te perceber,
O meu amor.
Tem aqueles que se jogam
Aqueles que têm medo de tirar os pés do chão
Tem aqueles que amam perdidamente
E aqueles que amam perdidamente, em silêncio
Tem aqueles que sabem dizer a coisa certa, na hora certa
Tem aqueles que acabam metendo os pés pelas mãos
Tem aqueles que dizem - Eu te amo, assim na lata,
Tem gente que não consegue fazer o mesmo
E tem ainda aqueles que dizem – Eu gosto de você. “Ei seu babaca, EU TE AMO”
Tem gente que é a própria demonstração do amor,
Tem outros que só brigam quando na verdade apenas se amam
Mas também tem gente que mente
E gente que acredita e se machuca
E cria proteções pra não sofrer de novo
Tem gente capaz de amar várias pessoas, uma, duas, três...
De modo que todo esse amor seja verdadeiro
Tem gente que finge amar alguém no passado
Só pra não ser percebido
E tem gente que nunca deixa o passado
Enquanto que têm outros que preferem se arriscar numa nova história
Tem gente que encontra a pessoa certa na hora certa
Tem gente que na hora errada
E tem ainda aquelas que encontram a pessoa errada, na hora errada e tenta transformá-la na pessoa certa.
Tem gente que cria expectativas,
Tem gente que deixa rolar
Tem gente que sabe esperar o tempo do outro
E outros que não tem a menor paciência
E Tem aqueles que esperam, mesmo não demonstrando esperar.
Tem aqueles que compreendem
E aqueles que “não te entendem nunca”
Mesmo querendo entender...
Tem aqueles que sabem como tocar
E aqueles que não sabem dizer e num ato falho apenas escrevem.
E sabe que tipo sou eu?
Aquela que de fato tem medo de tirar os pés do chão,
Que ama em silêncio,
Que briga, mas que na verdade morre de amores
Que diz um – Ei eu te amo, mas só nas entrelinhas,
Sou aquela que já acreditou e sofreu
E desejou não amar de novo,
Mas encontrou a pessoa certa na hora errada,
Ou a pessoa errada na hora errada, mas que quer transformá-la na certa
Sou aquela que finge amar o passado pra não ser percebida
E no momento que decido revelar-me,
Apenas coloco os pés pelas mãos
Sou aquela que nunca compreendo,
Mas tento esforçadamente entender
Sou do tipo que espera [to esperando] o tempo dos outros,
Mas não sei demonstrar que to fazendo isso.
Sou aquela que não sei tocar as pessoas,
E por isso escrevo,
Numa tentativa [inútil?] de fazer-me perceber
Ou de fazer-te perceber,
O meu amor.
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Lina Maria
às
10:01
Acerolas da infância
Lembranças têm gosto,
As da minha infância têm um maravilhoso gosto de acerola!
É como se ao sentir esse gosto pudesse reviver, cada um daqueles momentos.
Pudesse sentir o cheiro do vento daquela época.
O cheiro do quintal
Da terra
Das folhas
Dos insetos que por lá vagavam
Alguns que até cheguei a experimentar.
Da bacia de alumínio cheia de água.
Da poltrona da sala.
É como se os lençóis azuis da cama de vovô tivessem cheiro próprio,
Diferentes dos demais lençóis
E o piso verde da casa também,
Assim como o telhado de madeira
E os “robis” de vovó
E o parque rosa de bonecas
Até o medo do bumba meu boi tem cheiro
Assim como o único bumba meu boi que vi na vida
Da minha mãe, pouco lembro
Mas não esqueço de seus cabelos longos negros.
E ai fico a imaginar qual seria o seu cheiro...
Os desenhos tinham gosto...
E era gosto de infância
Não de uma infância qualquer,
Mas da minha infância
Que saudade da minha casa,
Da minha família,
Da minha infância...
Quero ver desenho pela TV,
Mas não qualquer desenho,
Quero ver Cavalo de fogo, Doug, Grump,O fantástico mundo de Bob.
Quero tomar banho na bacia de alumínio até meus dedos ficarem enrugados,
E comer acerola, jabuticaba e chupar cana, tudo do meu quintal.
Quero fica na porta esperando o último aceno de vovô antes de dobrar a esquina para
Ir para o trabalho e ouvir Ave Maria às 6 da tarde e saber que ele estava chegando!
Quero ver a minha mãe ler antes de dormir mexendo suas pernas pro alto,
Com seus longos cabelos pretos...
Quero comemorar o aniversário de minhas bonecas com bolo e guaraná.
Quero vovó penteando meus cabelos e de minhas bonecas vestida com aqueles robis ...
E indo me levar na escola que era do outro lado da rua
Quero sentir o cheiro gostoso dos lençóis de vovô
E dar remédios na boca de vovó como se fosse aquela a missão mais importante do mundo
Quero fazer pipoca com minha mãe e ver Sítio do pica pau amarelo com ela e vovó
Quero correr de medo do bumba meu boi, mas depois vovô vai pagar uma apresentação que é pra eu perder o medo!
Mas o cheiro daquele medo eu nunca vou esquecer nem do bumba meu boi.
Quero dormir no sofá da sala, depois de brincar com meu parque rosa de bonecas
Quero ser ninada pela minha mãe e poder sentir o seu cheiro.
Talvez assim eu nunca a esqueça.
Quero a minha casa com teto de madeira e chão com piso verde.
Meu quintal enorme cheio de plantas e insetos
Quero poder voltar no tempo e aproveitar cada um desses momentos que hoje são só lembranças com gosto de acerola.
E já que não posso voltar no tempo,
Restam-me apenas as acerolas!
As da minha infância têm um maravilhoso gosto de acerola!
É como se ao sentir esse gosto pudesse reviver, cada um daqueles momentos.
Pudesse sentir o cheiro do vento daquela época.
O cheiro do quintal
Da terra
Das folhas
Dos insetos que por lá vagavam
Alguns que até cheguei a experimentar.
Da bacia de alumínio cheia de água.
Da poltrona da sala.
É como se os lençóis azuis da cama de vovô tivessem cheiro próprio,
Diferentes dos demais lençóis
E o piso verde da casa também,
Assim como o telhado de madeira
E os “robis” de vovó
E o parque rosa de bonecas
Até o medo do bumba meu boi tem cheiro
Assim como o único bumba meu boi que vi na vida
Da minha mãe, pouco lembro
Mas não esqueço de seus cabelos longos negros.
E ai fico a imaginar qual seria o seu cheiro...
Os desenhos tinham gosto...
E era gosto de infância
Não de uma infância qualquer,
Mas da minha infância
Que saudade da minha casa,
Da minha família,
Da minha infância...
Quero ver desenho pela TV,
Mas não qualquer desenho,
Quero ver Cavalo de fogo, Doug, Grump,O fantástico mundo de Bob.
Quero tomar banho na bacia de alumínio até meus dedos ficarem enrugados,
E comer acerola, jabuticaba e chupar cana, tudo do meu quintal.
Quero fica na porta esperando o último aceno de vovô antes de dobrar a esquina para
Ir para o trabalho e ouvir Ave Maria às 6 da tarde e saber que ele estava chegando!
Quero ver a minha mãe ler antes de dormir mexendo suas pernas pro alto,
Com seus longos cabelos pretos...
Quero comemorar o aniversário de minhas bonecas com bolo e guaraná.
Quero vovó penteando meus cabelos e de minhas bonecas vestida com aqueles robis ...
E indo me levar na escola que era do outro lado da rua
Quero sentir o cheiro gostoso dos lençóis de vovô
E dar remédios na boca de vovó como se fosse aquela a missão mais importante do mundo
Quero fazer pipoca com minha mãe e ver Sítio do pica pau amarelo com ela e vovó
Quero correr de medo do bumba meu boi, mas depois vovô vai pagar uma apresentação que é pra eu perder o medo!
Mas o cheiro daquele medo eu nunca vou esquecer nem do bumba meu boi.
Quero dormir no sofá da sala, depois de brincar com meu parque rosa de bonecas
Quero ser ninada pela minha mãe e poder sentir o seu cheiro.
Talvez assim eu nunca a esqueça.
Quero a minha casa com teto de madeira e chão com piso verde.
Meu quintal enorme cheio de plantas e insetos
Quero poder voltar no tempo e aproveitar cada um desses momentos que hoje são só lembranças com gosto de acerola.
E já que não posso voltar no tempo,
Restam-me apenas as acerolas!
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Lina Maria
às
09:59
Gostaria de que como num passe de mágica
As palavras fluíssem ,saindo de por entre meus dedos
E levassem consigo todos os sentimentos que expressam
Essas palavras seriam jogadas ao vento
E todas aquelas que empresassem sentimentos tristes,tempestuosos
Que entristecem e aborrecem se perdessem ,que o vento as levasse
Para tão longe que estas jamais pudessem lembrar o caminho de volta.
Mas que todas aquelas palavras boas, repletas de emoção,de saudade e de amor
Pudessem ser espalhadas por entre ouvidos que pudessem ouvi-las,senti-las ,vive-las...
As palavras fluíssem ,saindo de por entre meus dedos
E levassem consigo todos os sentimentos que expressam
Essas palavras seriam jogadas ao vento
E todas aquelas que empresassem sentimentos tristes,tempestuosos
Que entristecem e aborrecem se perdessem ,que o vento as levasse
Para tão longe que estas jamais pudessem lembrar o caminho de volta.
Mas que todas aquelas palavras boas, repletas de emoção,de saudade e de amor
Pudessem ser espalhadas por entre ouvidos que pudessem ouvi-las,senti-las ,vive-las...
Contado por
Lina Maria
às
09:59
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